Apenas o Partido dos Trabalhadores (PT) não assinou o acordo de líderes na Câmara dos Deputados para a votação da Proposta de Emenda Constitucional de nº 300, a PEC 300 – que concede o Piso Salarial Nacional para policiais e bombeiros brasileiros. A adesão dos demais partidos, com ênfase para o PMDB e PSDB, que possuem bancadas significativas na Casa, foi articulada pelo deputado federal Mendonça Prado (DEM-SE), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO):
O deputado federal Mendonça Prado (DEM-SE) acaba de anunciar a conquista da assinatura do líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira, que após uma reunião com o presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, se convenceu da importância de votar imediatamente a PEC 300/08 e a criação de um fundo constitucional que obriga a União a compartilhar com os Estados investimentos na segurança pública e na valorização profissional.
Ontem à noite, Mendonça Prado já havia conquistado a adesão do PMDB, através da assinatura do líder do partido, deputado Henrique Eduardo Alves. Assim, depois das assinaturas do PSDB e do PMDB resta apenas o PT, da presidente Dilma Rousseff, que até o presente momento mantém a decisão de não apoiar a proposta.
O presidente da CSPCCO também anunciou a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição que indicará a partilha de recursos dos tributos financiadores para o fundo de segurança pública do país.
“Estou feliz e honrado com a postura dos líderes partidários na Câmara dos Deputados. Eles estão demonstrando compromisso com a sociedade brasileira e entusiasmo na defesa de uma segurança pública mais eficiente, com trabalhadores melhor valorizados. As assinaturas do PSDB e do PMDB são imprescindíveis para a conclusão do processo legislativo na Casa”, afirmou Mendonça Prado.
http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cspcco/noticias/mendonca-prado-conquista-a-adesao-do-lider-do-psdb-em-prol-da-pec-300
Mesmo antes da adesão do PMDB e do PSDB, já estava marcada uma manifestação em massa em Brasília no dia 09 de agosto, onde cada estado terá cerca de mil policiais representando os anseios da categoria:
O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, deputado federal Mendonça Prado (DEM-SE), estabeleceu o dia 09 de agosto de 2011 para ser realizada uma grande manifestação dos policiais e bombeiros militares no Congresso Nacional em prol da PEC 300/08.
Os representantes estaduais prometeram trazer caravanas com mais de mil militares de cada Estado para permanecer no gramado principal do Congresso Nacional até o pleito ser atendido. Há uma possível paralisação nacional.
Durante dois dias, vários parlamentares e representantes das categorias estaduais estiveram reunidos para pressionar o presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, com o objetivo de agilizar a tramitação da PEC. Uma comitiva de parlamentares e líderes do movimento foi organizada para conversar com o deputado Marco Maia. Todavia, a comitiva destacou o desinteresse do presidente da Câmara Federal na tramitação do projeto.
http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cspcco/noticias/09-de-agosto-sera-o-dia-da-grande-manifestacao-da-pec-300-no-congresso-nacional
Neste contexto, as esperanças da votação da PEC em segundo turno se renovam, já que apenas um partido está isolado na resistência à votação – justo aquele que tem sua história ligada à luta pelos trabalhadores. As lideranças estaduais precisam se organizar para garantir um número consistente de representantes em Brasília no dia 9 de agosto. A parte dos parlamentares pró-PEC 300 está sendo feita, agora, cabe aos próprios policiais pressionarem pela votação e aprovação da medida.
A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃ PÚBLICA AGORA É ORGANIZADA,QUASE PARTIDARIZADA.UMA BARBARIDADE INACEITÁVEL. OS POLÍTICOS NÃO CONHECEM NEM O ÓDIO, NEM O AMOR. SÃO CONDUZIDOS PELO INTERESSES E NÃO PELO SENTIMENTO.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Quem não tem curso de condução de veículos de emergência não vai dirigir viatura no dia 9
1a. estratégia é recusar dirigir vtr no dia 9 por falta do curso de direção de veículos de emergência exigido por lei.
Companheiros, diante da recusa do presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia em pautar a PEC 300, matéria já votada em primeiro turno e por esse motivo já deveria ter ido a plenário em segundo turno, estamos programando um grande movimento para o dia 9 de agosto.
Uma das estratégias é a recusa LEGAL , e por isso NÃO PODE SER PUNIDA, dos motoristas de viatura a dirigirem no dia 9 de agosto.
De acordo com o Código Brasileiro de Transito é necessário o curso de direção de veículos de emergência, que a grande maioria dos policiais não possuem. Ou seja, estão desrespeitando a lei ao dirigir sem a conclusão deste curso.
Iremos elaborar uma parte para ser preenchida com os dados do motorista para ser entregue ao sargento de dia, CPU da unidade ou o responsável pelo policiamento em seu batalhão, companhia, pelotão ou destacamento no dia 9 de agosto.
Desta maneira não teremos viaturas rodando no dia 9.
Lembrem-se: Se você não tomar uma atitude agora, vão continuar nos enganando.
PEC 300 ou greve nacional
Companheiros, diante da recusa do presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia em pautar a PEC 300, matéria já votada em primeiro turno e por esse motivo já deveria ter ido a plenário em segundo turno, estamos programando um grande movimento para o dia 9 de agosto.
Uma das estratégias é a recusa LEGAL , e por isso NÃO PODE SER PUNIDA, dos motoristas de viatura a dirigirem no dia 9 de agosto.
De acordo com o Código Brasileiro de Transito é necessário o curso de direção de veículos de emergência, que a grande maioria dos policiais não possuem. Ou seja, estão desrespeitando a lei ao dirigir sem a conclusão deste curso.
Iremos elaborar uma parte para ser preenchida com os dados do motorista para ser entregue ao sargento de dia, CPU da unidade ou o responsável pelo policiamento em seu batalhão, companhia, pelotão ou destacamento no dia 9 de agosto.
Desta maneira não teremos viaturas rodando no dia 9.
Lembrem-se: Se você não tomar uma atitude agora, vão continuar nos enganando.
PEC 300 ou greve nacional
Polícias no Brasil: mesma missão, tratamentos desiguais
15/07/2011 -
A Presidência da República Federativa sancionou em 2009 uma lei que favoreceu sobremaneira policiais militares e bombeiros militares, mas só no Distrito Federal, que já eram detentores do maior salário em comparação com as demais Policias do Brasil.
Em clima de confraternização o presidente Lula assinou o plano de cargos e salários da PM-DF que trouxe como principais mudanças o realinhamento nos quadros internos, a obrigatoriedade do nível superior para o ingresso na corporação e a gratificação do risco de morte, além de um salário inicial de mais de R$ 4.000,00.
Todos os policiais militares e bombeiros de lá estão de parabéns, afinal desempenham uma missão árdua que é o primeiro combate e a prevenção da criminalidade e portanto, dessa condição são merecedores.
Agora e quanto ao restante do país? E quanto aos outros policiais que tem a mesmíssima formação e preparo, estão igualmente trabalhando nas grandes ou pequenas cidades sob a égide da mesma legislação penal e constitucional, envergam o mesmo uniforme da PM e trabalham sob quaisquer situações durante as vinte e quatro horas do dia? Como se sente agora um PM do Rio de Janeiro que trabalha sob os mais altos índices de violência do pais e percebe pouco mais R$ 900,00 para tal.
O próprio presidente diante de tal tratamento dessemelhante titubeou, admitindo que o ato oficial que beneficiou milhares de policiais e bombeiros militares do Distrito Federal seria um “risco”. Isso porque, segundo sua excelencia, outros policiais dos demais Estados da Federação não poderão ter o mesmo aumento e o mesmo benefício. E não merecem?
Que democracia é esta? Que país é esse onde dizem que há políticas publicas voltadas para o trato igual entre as pessoas enquanto vemos categorias de servidores públicos em todas as esferas do executivo, legislativo e judiciário terem tratamentos diferenciados. Observemos que os problemas de segurança pública afloram cotidianamente no pais e afetam à toda a sociedade e alguns gestores parecem apáticos diante da situação.
Afinal, serão os policiais militares e bombeiros militares do Distrito Federal melhores e mais preparados do que os demais policiais do Brasil? Porque o tratamento diverso se os problemas de segurança pública no Brasil são semelhantes e noutras cidades o nível de violência é bem mais alto do que o de Brasília e suas cidades satélites. Corolário disso é que temos mais policiais voltados para o "bico" deixando o serviço policial propriamente dito em segundo plano porque precisam de uma complementação de renda.
Aquele em que o grau de comprometimento com a instituição é mais baixo, o que já adentrou nas corporações querendo uma oportunidade para praticar o mal, tem um campo fértil para a desenvoltura do seu propósito, pois com salários às vezes aviltantes, voltam-se para a prática de crimes. Lembremo-nos do triste episódio recente na Cidade do Rio de Janeiro, onde até oficiais tem debandado para o lado da criminalidade e da corrupção.
Temos consciência que salário baixo não é motivo para a prática de delitos por policiais ou quaisquer outras categorias de trabalhadores, todavia, quando não se oferecem condições dignas de trabalho, acompanhamento sério das atividades, aliados ao fato da baixa alto estima na carreira sem perspectivas de melhoras, tudo isso contribui para uma escolha errada, ou como está na moda mencionar, desvios de condutas de policiais.
Ainda bem que é parcela mínima de policiais que se envolve em situações deste tipo e tem se combatido todos aqueles que não honram a farda que vestem.
Com a palavra a presidência que de tudo fez para barrar a votação do piso nacional, entidade que sempre discursou sobre a igualdade entre os brasileiros mas que na prática, tem feito o contrário, como no caso das Polícias Militares. Ainda há esperança? Sim, há.
Tramita no congresso nacional o Projeto de Emenda à Constituição de número 300 que se propõe a equiparar os salários de todas as policias brasileiras ao mesmo pago aos policiais do Distrito Federal que mesmo de difícil aprovação, de acordo com o pensamento da presidência da república, ainda é um alento para todos os bravos homens e mulheres que executam a árdua tarefa do policiamento ostensivo no Brasil.
Além do que, no Rio Grande do Norte tramita a proposta do subsídio da PM-RN, conquista de todos os Policiais Militares e também o novo estatuto que terá uma estrutura mais justa e digna para todos os policiais.
Mas isso somente será possível se todos estiverem unidos, sem distinções de quaisquer natureza, trabalhando para a sociedade e lutando para o bem de toda a categoria policial militar.
Por Mairton Dantas Castelo Branco – Policial Militar.
A Presidência da República Federativa sancionou em 2009 uma lei que favoreceu sobremaneira policiais militares e bombeiros militares, mas só no Distrito Federal, que já eram detentores do maior salário em comparação com as demais Policias do Brasil.
Em clima de confraternização o presidente Lula assinou o plano de cargos e salários da PM-DF que trouxe como principais mudanças o realinhamento nos quadros internos, a obrigatoriedade do nível superior para o ingresso na corporação e a gratificação do risco de morte, além de um salário inicial de mais de R$ 4.000,00.
Todos os policiais militares e bombeiros de lá estão de parabéns, afinal desempenham uma missão árdua que é o primeiro combate e a prevenção da criminalidade e portanto, dessa condição são merecedores.
Agora e quanto ao restante do país? E quanto aos outros policiais que tem a mesmíssima formação e preparo, estão igualmente trabalhando nas grandes ou pequenas cidades sob a égide da mesma legislação penal e constitucional, envergam o mesmo uniforme da PM e trabalham sob quaisquer situações durante as vinte e quatro horas do dia? Como se sente agora um PM do Rio de Janeiro que trabalha sob os mais altos índices de violência do pais e percebe pouco mais R$ 900,00 para tal.
O próprio presidente diante de tal tratamento dessemelhante titubeou, admitindo que o ato oficial que beneficiou milhares de policiais e bombeiros militares do Distrito Federal seria um “risco”. Isso porque, segundo sua excelencia, outros policiais dos demais Estados da Federação não poderão ter o mesmo aumento e o mesmo benefício. E não merecem?
Que democracia é esta? Que país é esse onde dizem que há políticas publicas voltadas para o trato igual entre as pessoas enquanto vemos categorias de servidores públicos em todas as esferas do executivo, legislativo e judiciário terem tratamentos diferenciados. Observemos que os problemas de segurança pública afloram cotidianamente no pais e afetam à toda a sociedade e alguns gestores parecem apáticos diante da situação.
Afinal, serão os policiais militares e bombeiros militares do Distrito Federal melhores e mais preparados do que os demais policiais do Brasil? Porque o tratamento diverso se os problemas de segurança pública no Brasil são semelhantes e noutras cidades o nível de violência é bem mais alto do que o de Brasília e suas cidades satélites. Corolário disso é que temos mais policiais voltados para o "bico" deixando o serviço policial propriamente dito em segundo plano porque precisam de uma complementação de renda.
Aquele em que o grau de comprometimento com a instituição é mais baixo, o que já adentrou nas corporações querendo uma oportunidade para praticar o mal, tem um campo fértil para a desenvoltura do seu propósito, pois com salários às vezes aviltantes, voltam-se para a prática de crimes. Lembremo-nos do triste episódio recente na Cidade do Rio de Janeiro, onde até oficiais tem debandado para o lado da criminalidade e da corrupção.
Temos consciência que salário baixo não é motivo para a prática de delitos por policiais ou quaisquer outras categorias de trabalhadores, todavia, quando não se oferecem condições dignas de trabalho, acompanhamento sério das atividades, aliados ao fato da baixa alto estima na carreira sem perspectivas de melhoras, tudo isso contribui para uma escolha errada, ou como está na moda mencionar, desvios de condutas de policiais.
Ainda bem que é parcela mínima de policiais que se envolve em situações deste tipo e tem se combatido todos aqueles que não honram a farda que vestem.
Com a palavra a presidência que de tudo fez para barrar a votação do piso nacional, entidade que sempre discursou sobre a igualdade entre os brasileiros mas que na prática, tem feito o contrário, como no caso das Polícias Militares. Ainda há esperança? Sim, há.
Tramita no congresso nacional o Projeto de Emenda à Constituição de número 300 que se propõe a equiparar os salários de todas as policias brasileiras ao mesmo pago aos policiais do Distrito Federal que mesmo de difícil aprovação, de acordo com o pensamento da presidência da república, ainda é um alento para todos os bravos homens e mulheres que executam a árdua tarefa do policiamento ostensivo no Brasil.
Além do que, no Rio Grande do Norte tramita a proposta do subsídio da PM-RN, conquista de todos os Policiais Militares e também o novo estatuto que terá uma estrutura mais justa e digna para todos os policiais.
Mas isso somente será possível se todos estiverem unidos, sem distinções de quaisquer natureza, trabalhando para a sociedade e lutando para o bem de toda a categoria policial militar.
Por Mairton Dantas Castelo Branco – Policial Militar.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
MAIS DE MIL PMs E BMs INICIAM GREVE DE FOME EM FRENTE AO PALÁCIO ALVORADA

Notícias 14/07/2011 -
Da associação dos cabos e soldados da policia militar do Rio Grande do Norte
http://www.acspmrn.org.br/verNoticia.php?id=1622
Desde o inicio da noite desta terça-feira (11), mais de mil policiais militares e bombeiros militares de todo o País, estão acampados em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. O movimento teve inicio com os Bombeiros do Rio de Janeiro que lutam por melhores salários.
Os Policiais e Bombeiros, estão acampados em barracas no gramado em frente ao Palácio da Alvorada e decidiram iniciar uma greve de fome e prometem que só encerram após a votação da PEC 300. No próximo dia 15 o congresso deverá entrar em recesso, por esse motivo, o deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE), que acompanha o movimento dos militares a nível nacional, vai tentar na manha de hoje, obstruir o recesso que deve iniciar no dia 15, até que a PEC 300 entre na pauta para ser votada.
O deputado Mendonça Prado afirma que há o apoio da maioria dos lideres na Câmara, porem o presidente da casa, precisa definir uma data. “É preciso definir de vez essa situação, afinal alem de ser votada na Câmara, o projeto ainda vai para o senado onde passará por duas votações. O governo está postergando, está adiando e isso não é bom”, disse Mendonça.
Mendonça Prado, por telefone na manha de hoje, disse à redação do FAXAJU, que a situação está ficando fora de controle. Segundo Mendonça, os policiais e bombeiros militares que estão acampados em frente ao Palácio, estão dispostos a irem até o limite. O parlamentar disse que desde a tarde de ontem, representantes de associações militares de todo o Brasil, estão telefonando para o deputado comunicando que também estão se preparando para apoiar o movimento. “A situação esta ficando incontrolável. Eles decidiram a greve de fome e não vão interromper até que se defina essa situação”, contou Mendonça, afirmando que o movimento pode sair do controle e comprometer a segurança pública a nivel nacional.
Em Sergipe, os representantes da Amese estão se preparando para também participaram do movimento. Segundo os representantes, nesta terça, estarão se reunindo com outros representantes para definirem a data da ida para Brasília, dar apoio ao outros colegas.
FAXAJU
http://www.acspmrn.org.br/verNoticia.php?id=1622
BRASIL, O PAÍS DA PIADA PRONTA
BEATRIZ FAGUNDES, REDE PAMPA, O SUL, Porto Alegre, 14/07/2011.
Se algum eleitor se insurgir acusando um "deles", de qualquer partido, correrá o risco de pagar indenização por danos morais.
Faz parte do folclore de muitos edifícios as saliências de alguns casais que ultrapassam as quatro paredes nos quais gemidos e/ou outros sons lascivos são ouvidos pela vizinhança. No Rio de Janeiro, um vizinho aborrecido foi condenado a pagar 10 mil e 200 reais a um casal, o qual, segundo ele descreveu no livro de registros do condomínio, fazia muito barulho na hora do sexo.
Na reclamação, disse que o comportamento dos dois só era aceitável em prostíbulos e motel de beira de estrada, por conta da quantidade de ruídos indiscretos e gritos escandalosos.
Já para o casal, a indenização por danos morais proposta é por causa de o réu ter tornado pública as suas intimidades no livro do condomínio.
A decisão da Justiça considerou que houve excesso por parte do réu, o que acabou atingindo a honra dos autores. O vizinho incomodado foi além das tamancas ao dar publicidade aos arroubos do casal. Quem não conhece pelo menos uma história de alguma amiga que permitiu que o "namorado" tirasse fotos durante uma relação sexual?
Tem muita gente com cabeça de palha por aí. Pois em Minas Gerais um empresário foi condenado a pagar indenização por danos morais no valor de 30 mil reais à ex-namorada, por publicar fotos dela durante relação sexual. As imagens, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), foram divulgadas na internet e em panfletos.
De acordo com o processo, a mulher havia concordado com as fotos de poses eróticas feitas durante uma relação sexual com o empresário. Mas ela afirma que o parceiro prometeu apagar as fotos de sua câmera digital. As imagens, entretanto, foram divulgadas em e-mails, sites pornográficos e também impressas em panfletos distribuídos em Teófilo Otoni (MG). Na sentença, o juiz Ricardo Vianna da Costa e Silva, da 2 Vara Cível da Comarca de Teófilo Otoni, entendeu que, "tendo o réu guardado às fotos, foi negligente, devendo, portanto, responder pela divulgação das imagens".
Assistir alguém tendo um piti em aeroporto faz parte da rotina. Todo mundo anda estressado, não é mesmo? Pois a médica Ana Flávia Pinto Silva foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe a pagar 10 mil reais de indenização ao funcionário da Gol Diego José Gonzaga. O caso se deu no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju. Um vídeo feito por celular e divulgado pela internet mostrou Ana Flávia chamando Diego de "nego", "morto de fome" e "analfabeto", além de humilhar outros funcionários da companhia aérea por ter chegado atrasada para o check-in de um voo para a Argentina, onde passaria lua-de-mel. Segundo decisão tomada pela 3 Vara Criminal do Fórum Gumercindo Bessa, a médica também não poderá sair de casa após as 22h durante dois anos e, neste mesmo período, não poderá sair do Estado por mais de 30 dias.
Em Brasília, o caso não é de justiça moral. É triste registrar que, para nosso desgosto, os ministros do Supremo Tribunal Federal entenderam que políticos com ficha suja podem continuar a exercer tranquilamente seus cargos apesar do esforço de um milhão e meio de eleitores que provocaram a promulgação da Lei da Ficha Suja. Infelizmente em 2012 eles vão encontrar outras razões para que os ?espertinhos' possam continuar suas carreiras ?imaculadas'. Se algum eleitor se insurgir acusando um ?deles', de qualquer partido, correrá o risco de pagar indenização por danos morais. Brasil, o país da piada pronta. Arre!
Com Colaboradores (comando certo)
Se algum eleitor se insurgir acusando um "deles", de qualquer partido, correrá o risco de pagar indenização por danos morais.
Faz parte do folclore de muitos edifícios as saliências de alguns casais que ultrapassam as quatro paredes nos quais gemidos e/ou outros sons lascivos são ouvidos pela vizinhança. No Rio de Janeiro, um vizinho aborrecido foi condenado a pagar 10 mil e 200 reais a um casal, o qual, segundo ele descreveu no livro de registros do condomínio, fazia muito barulho na hora do sexo.
Na reclamação, disse que o comportamento dos dois só era aceitável em prostíbulos e motel de beira de estrada, por conta da quantidade de ruídos indiscretos e gritos escandalosos.
Já para o casal, a indenização por danos morais proposta é por causa de o réu ter tornado pública as suas intimidades no livro do condomínio.
A decisão da Justiça considerou que houve excesso por parte do réu, o que acabou atingindo a honra dos autores. O vizinho incomodado foi além das tamancas ao dar publicidade aos arroubos do casal. Quem não conhece pelo menos uma história de alguma amiga que permitiu que o "namorado" tirasse fotos durante uma relação sexual?
Tem muita gente com cabeça de palha por aí. Pois em Minas Gerais um empresário foi condenado a pagar indenização por danos morais no valor de 30 mil reais à ex-namorada, por publicar fotos dela durante relação sexual. As imagens, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), foram divulgadas na internet e em panfletos.
De acordo com o processo, a mulher havia concordado com as fotos de poses eróticas feitas durante uma relação sexual com o empresário. Mas ela afirma que o parceiro prometeu apagar as fotos de sua câmera digital. As imagens, entretanto, foram divulgadas em e-mails, sites pornográficos e também impressas em panfletos distribuídos em Teófilo Otoni (MG). Na sentença, o juiz Ricardo Vianna da Costa e Silva, da 2 Vara Cível da Comarca de Teófilo Otoni, entendeu que, "tendo o réu guardado às fotos, foi negligente, devendo, portanto, responder pela divulgação das imagens".
Assistir alguém tendo um piti em aeroporto faz parte da rotina. Todo mundo anda estressado, não é mesmo? Pois a médica Ana Flávia Pinto Silva foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe a pagar 10 mil reais de indenização ao funcionário da Gol Diego José Gonzaga. O caso se deu no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju. Um vídeo feito por celular e divulgado pela internet mostrou Ana Flávia chamando Diego de "nego", "morto de fome" e "analfabeto", além de humilhar outros funcionários da companhia aérea por ter chegado atrasada para o check-in de um voo para a Argentina, onde passaria lua-de-mel. Segundo decisão tomada pela 3 Vara Criminal do Fórum Gumercindo Bessa, a médica também não poderá sair de casa após as 22h durante dois anos e, neste mesmo período, não poderá sair do Estado por mais de 30 dias.
Em Brasília, o caso não é de justiça moral. É triste registrar que, para nosso desgosto, os ministros do Supremo Tribunal Federal entenderam que políticos com ficha suja podem continuar a exercer tranquilamente seus cargos apesar do esforço de um milhão e meio de eleitores que provocaram a promulgação da Lei da Ficha Suja. Infelizmente em 2012 eles vão encontrar outras razões para que os ?espertinhos' possam continuar suas carreiras ?imaculadas'. Se algum eleitor se insurgir acusando um ?deles', de qualquer partido, correrá o risco de pagar indenização por danos morais. Brasil, o país da piada pronta. Arre!
Com Colaboradores (comando certo)
quarta-feira, 13 de julho de 2011
PEC 300: Marco Maia enrolou e não votou
Sobre a PEC 300, Marco Maia, em entrevista à TV Câmara na noite de ontem (12 de julho), ao fazer um balanço do primeiro semestre dos trabalhos legislativos, se esquivou e apenas lembrou que a matéria (piso salarial dos bombeiros e policiais) está sendo conduzida por uma Comissão, que nós sabemos que foi criada justamente para matar a PEC 300, já que todas as proposições que visam tratar de segurança pública também foram jogadas nessa tal "Comissão".Falando com total incoerência (já que foi promessa de campanha para Maia chegar à Presidência da casa) o Presidente da Câmara afirmou: “O que não podemos é aprovar uma proposta que não poderá ser colocada em prática, tanto por parte dos estados quanto por parte da União”.
http://www.capitaoassumcao.com/
sexta-feira, 8 de julho de 2011
ROUBALHEIRA ESPALHADA PELO BRASIL
PAULO SANT’ANA - ZERO HORA 08/07/2011
Ontem, entre a Avenida Coronel Marcos e a Estrada Juca Batista, ao meio-dia, cinco postos de gasolina consecutivos (um adiante do outro) tinham o preço de R$ 2,64 para a gasolina comum.
Como por um milagre, três horas depois, às 15h, os cinco postos já tinham mudado o preço: para R$ 2,79, quatorze centavos mais caro.
Ou seja, para um tanque de gasolina de 60 litros, o aumento foi de cerca de R$ 8.
O leitor Luciano Lemanski (lulemn@uol.com.br) estranhou tão brutal aumento em tão curto espaço de tempo e perguntou a um frentista de um dos postos qual o motivo desse aumento combinado entre os postos.
A resposta do frentista: “Os caras fazem pressão.”
Este é um país em que os distribuidores de gasolina se combinam para cobrar dos postos o mesmo preço pelo produto.
A seguir, estes postos da zona sul porto-alegrense se combinam para aumentar o preço da gasolina, que eles já tinham combinado também pelo preço anterior.
E por aí vão estes ataques ao princípio da concorrência, este escarrado cartel de distribuidoras e de postos, sugando sem pudor os bolsos dos consumidores.
E ninguém faz nada, as autoridades cruzam os braços, enquanto os consumidores são espoliados diariamente, sem qualquer recurso ou defesa.
Mas, também, num país em que o governo proíbe um ataque fatal à concorrrência, estudando financiar em R$ 4 bilhões uma rede de supermercados para adquirir outra rede, o que vamos esperar desses postos da Zona Sul?
É esta farra cartelística, e os consumidores não têm para quem reclamar que não seja uma impotente coluna de penúltima página de jornal.
O BNDES, banco público, banco com dinheiro dos contribuintes brasileiros, estuda financiar fusão de redes de supermercados, proporcionando a concentração no ramo, ou seja, a supressão da concorrência – então estes donos dos postos da zona sul de Porto Alegre se sentem autorizados a roubar assim dos consumidores de gasolina.
Isto é uma vergonha, é um deboche, por onde vamos somos roubados por algumas garagens, por alguns flanelinhas e por alguns postos de gasolina.
Todo mundo metendo a mão, assaltando nos preços de produtos ou de serviços.
E os consumidores e os contribuintes, este velho povo cansado de ser assaltado, continuam a ser vítimas de espoliação.
Isto não é país, é a Casa da Mãe Joana. Se o governo negocia com seu banco uma fusão entre supermercados, sufocando a concorrência, como cobrar ética e preços morais dos postos de gasolina?
Este país afunda cada vez mais, todos os dias.
É triste ser brasileiro.
Triste não, é arrasador.
Ontem, entre a Avenida Coronel Marcos e a Estrada Juca Batista, ao meio-dia, cinco postos de gasolina consecutivos (um adiante do outro) tinham o preço de R$ 2,64 para a gasolina comum.
Como por um milagre, três horas depois, às 15h, os cinco postos já tinham mudado o preço: para R$ 2,79, quatorze centavos mais caro.
Ou seja, para um tanque de gasolina de 60 litros, o aumento foi de cerca de R$ 8.
O leitor Luciano Lemanski (lulemn@uol.com.br) estranhou tão brutal aumento em tão curto espaço de tempo e perguntou a um frentista de um dos postos qual o motivo desse aumento combinado entre os postos.
A resposta do frentista: “Os caras fazem pressão.”
Este é um país em que os distribuidores de gasolina se combinam para cobrar dos postos o mesmo preço pelo produto.
A seguir, estes postos da zona sul porto-alegrense se combinam para aumentar o preço da gasolina, que eles já tinham combinado também pelo preço anterior.
E por aí vão estes ataques ao princípio da concorrência, este escarrado cartel de distribuidoras e de postos, sugando sem pudor os bolsos dos consumidores.
E ninguém faz nada, as autoridades cruzam os braços, enquanto os consumidores são espoliados diariamente, sem qualquer recurso ou defesa.
Mas, também, num país em que o governo proíbe um ataque fatal à concorrrência, estudando financiar em R$ 4 bilhões uma rede de supermercados para adquirir outra rede, o que vamos esperar desses postos da Zona Sul?
É esta farra cartelística, e os consumidores não têm para quem reclamar que não seja uma impotente coluna de penúltima página de jornal.
O BNDES, banco público, banco com dinheiro dos contribuintes brasileiros, estuda financiar fusão de redes de supermercados, proporcionando a concentração no ramo, ou seja, a supressão da concorrência – então estes donos dos postos da zona sul de Porto Alegre se sentem autorizados a roubar assim dos consumidores de gasolina.
Isto é uma vergonha, é um deboche, por onde vamos somos roubados por algumas garagens, por alguns flanelinhas e por alguns postos de gasolina.
Todo mundo metendo a mão, assaltando nos preços de produtos ou de serviços.
E os consumidores e os contribuintes, este velho povo cansado de ser assaltado, continuam a ser vítimas de espoliação.
Isto não é país, é a Casa da Mãe Joana. Se o governo negocia com seu banco uma fusão entre supermercados, sufocando a concorrência, como cobrar ética e preços morais dos postos de gasolina?
Este país afunda cada vez mais, todos os dias.
É triste ser brasileiro.
Triste não, é arrasador.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
AS POLÍCIAS DE PALETÓ E AS POLÍCIAS DE FARDA
Em: Opinião, Polícia Civil, Polícia Militar
Autor: Danillo Ferreira
Assistindo a uma novela da maior emissora de televisão do Brasil, e uma das maiores do mundo, a Rede Globo, em dado momento uma personagem desacatava um delegado da Polícia Federal, que cumpria um mandado de busca e apreensão em sua residência, dizendo que era para ele prender “mendigos” na rua, e não importuná-la em sua casa, uma mansão de um grande banqueiro.
Surpreendeu a resposta do delegado na novela, pelo menos para nós, policiais, que disse que “não era guarda municipal ou policial militar” para fazer este tipo de coisa. A cena novelesca nos permite diagnosticar a visão que a sociedade possui das polícias brasileiras.
De fato, as polícias militares e guardas municipais costumam lidar com a parte menos favorecida da sociedade, os descamisados, “mendigos”, como disse a personagem. As instituições policiais fardadas enfrentam o crime das ruas, o tráfico de drogas das periferias, as desordens e conflitos cotidianos.
Muitas vezes, os próprios policiais tornam este tipo de trabalho um fetiche particular (lembrando o documentário Notícias de uma Guerra Particular), deixando inclusive de lembrar que o crime, qualquer que seja ele, também pode ser cometido pelos abastados. E que a probidade existe em larga escala entre os pobres. Acabamos contribuindo para a classificação de “polícia dos pobres”, e precisamos refletir até que ponto não somos, de fato.
A Polícia Federal e as polícias civis são melhores remuneradas que as PM’s em praticamente todo o Brasil. Principalmente pela proibição de reivindicação, e pelo efetivo maior das militares, a idéia de elite policial acaba se confundindo com a idéia de elite financeira. Isto se dá também na esfera tenebrosa da corrupção, onde o policial civil ou federal corrupto tem a oportunidade de achacar criminosos participantes de grandes quadrilhas, enquanto o policial militar corrupto tenta se favorecer circunstancialmente, dum motorista sem habilitação, por exemplo.
É mais ou menos daí que surge a diferenciação entre a polícia dos pobres e a polícia dos ricos, a polícia de farda e a polícia de paletó e gravata. Daí vem o interesse das pessoas perguntarem se a polícia civil ou federal tem mais “moral” que a polícia militar. Lendo “moral” como privilégios, tal como salários dignos e direito a se manifestar, diria que sim, mas se “moral” estiver no sentido ético, diria que lá e cá temos nossos percalços.
http://abordagempolicial.com/2011/06/as-policias-de-paleto-e-as-policias-de-farda/#more-8713
Autor: Danillo Ferreira
Assistindo a uma novela da maior emissora de televisão do Brasil, e uma das maiores do mundo, a Rede Globo, em dado momento uma personagem desacatava um delegado da Polícia Federal, que cumpria um mandado de busca e apreensão em sua residência, dizendo que era para ele prender “mendigos” na rua, e não importuná-la em sua casa, uma mansão de um grande banqueiro.
Surpreendeu a resposta do delegado na novela, pelo menos para nós, policiais, que disse que “não era guarda municipal ou policial militar” para fazer este tipo de coisa. A cena novelesca nos permite diagnosticar a visão que a sociedade possui das polícias brasileiras.
De fato, as polícias militares e guardas municipais costumam lidar com a parte menos favorecida da sociedade, os descamisados, “mendigos”, como disse a personagem. As instituições policiais fardadas enfrentam o crime das ruas, o tráfico de drogas das periferias, as desordens e conflitos cotidianos.
Muitas vezes, os próprios policiais tornam este tipo de trabalho um fetiche particular (lembrando o documentário Notícias de uma Guerra Particular), deixando inclusive de lembrar que o crime, qualquer que seja ele, também pode ser cometido pelos abastados. E que a probidade existe em larga escala entre os pobres. Acabamos contribuindo para a classificação de “polícia dos pobres”, e precisamos refletir até que ponto não somos, de fato.
A Polícia Federal e as polícias civis são melhores remuneradas que as PM’s em praticamente todo o Brasil. Principalmente pela proibição de reivindicação, e pelo efetivo maior das militares, a idéia de elite policial acaba se confundindo com a idéia de elite financeira. Isto se dá também na esfera tenebrosa da corrupção, onde o policial civil ou federal corrupto tem a oportunidade de achacar criminosos participantes de grandes quadrilhas, enquanto o policial militar corrupto tenta se favorecer circunstancialmente, dum motorista sem habilitação, por exemplo.
É mais ou menos daí que surge a diferenciação entre a polícia dos pobres e a polícia dos ricos, a polícia de farda e a polícia de paletó e gravata. Daí vem o interesse das pessoas perguntarem se a polícia civil ou federal tem mais “moral” que a polícia militar. Lendo “moral” como privilégios, tal como salários dignos e direito a se manifestar, diria que sim, mas se “moral” estiver no sentido ético, diria que lá e cá temos nossos percalços.
http://abordagempolicial.com/2011/06/as-policias-de-paleto-e-as-policias-de-farda/#more-8713
domingo, 22 de maio de 2011
UM EXEMPLO A SER SEGUIDO
Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA
terça-feira, 3 de maio de 2011
O BULLYING DO SENADO
RUTH DE AQUINO, colunista de ÉPOCA - 28/04/2011
Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney.
Tapa na cara, bofetada na nação, cinismo institucional. Assim cientistas políticos e especialistas em ética classificaram as últimas ações do Senado. Roberto Romano, da Unicamp, declarou: “Se o Senado fechar amanhã, ninguém vai sentir falta, salvo os lobistas e os políticos que querem atingir o Tesouro Nacional por meio da troca de favores”. Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, foi além: “O Senado não precisa existir, não tem função. Não há nada que ele faça que a Câmara não possa fazer. Pode desaparecer sem prejuízo e seria até mais barato”.
Essas reações podem parecer destemperadas numa democracia que atribui seu equilíbrio à existência de duas Casas: a Câmara e o Senado. Mas respeito e credibilidade não são automáticos. Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo “seleto” é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores. No novo conselho, muitos são amigos íntimos, alguns conterrâneos, do maranhense Sarney. O próprio Sarney esteve envolvido em 11 processos no ano passado – mas foi entronizado como “homem não comum” pelo ex-presidente Lula.
O presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Nesse ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney. Quem é João Alberto para ser o guardião do decoro do Senado? Quais são suas credenciais para o país acreditar em seu slogan “Vamos cortar na nossa própria carne”? Nas três vezes em que ocupou o mesmo cargo, João Alberto engavetou todos os processos abertos na Comissão de Ética. No Brasil de hoje, “formação de quadrilha” deixou de ser acusação.
Mais escandaloso é o resgate do líder do PMDB, o alagoano Renan Calheiros. O conselho aprovou em 2007 sua cassação, rejeitada pelo plenário. Calheiros enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência do Senado e foi absolvido pelos pares.
Oito senadores indicados para a Comissão de Ética estão enrolados na Justiça. É um tapa na cara da nação
A denúncia mais ruidosa contra Calheiros foi a de usar o lobista de uma construtora para pagar uma pensão mensal a Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Ele alegou que alimentava a menina com a venda de bois nas suas fazendas. As notas fiscais estavam irregulares.
Mônica teve seus 15 minutos de fama, posou nua e hoje apresenta um programa de carros, Vrum, na televisão mineira.
Ela deixou imortalizada em seu livro uma descrição humana do amante. Segundo Mônica, Renan fingia que ia se separar. “No início do namoro, ele estava meio gordinho, mas fez dieta.” O casalzinho ia a festas, e Mônica era tratada “com deferência” no Senado. Para Renan, ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”. O então presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas ele entrou em pânico quando ela disse estar grávida.
Tudo o que Calheiros possa ter de “docinho”, seu colega de Senado Roberto Requião tem de truculento. Arrancou na segunda-feira um gravador das mãos de um repórter. Irritou-se com uma pergunta procedente: ele abriria mão da aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paraná? Requião só devolveu o gravador após apagar a entrevista. Sarney o defendeu: “Requião é um cavalheiro”. Na tribuna, o senador disse ser vítima do “bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável”.
Bullying é o que os senhores, senadores, resolveram praticar contra quem paga seus subsídios.
Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney.
Tapa na cara, bofetada na nação, cinismo institucional. Assim cientistas políticos e especialistas em ética classificaram as últimas ações do Senado. Roberto Romano, da Unicamp, declarou: “Se o Senado fechar amanhã, ninguém vai sentir falta, salvo os lobistas e os políticos que querem atingir o Tesouro Nacional por meio da troca de favores”. Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, foi além: “O Senado não precisa existir, não tem função. Não há nada que ele faça que a Câmara não possa fazer. Pode desaparecer sem prejuízo e seria até mais barato”.
Essas reações podem parecer destemperadas numa democracia que atribui seu equilíbrio à existência de duas Casas: a Câmara e o Senado. Mas respeito e credibilidade não são automáticos. Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo “seleto” é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores. No novo conselho, muitos são amigos íntimos, alguns conterrâneos, do maranhense Sarney. O próprio Sarney esteve envolvido em 11 processos no ano passado – mas foi entronizado como “homem não comum” pelo ex-presidente Lula.
O presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Nesse ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney. Quem é João Alberto para ser o guardião do decoro do Senado? Quais são suas credenciais para o país acreditar em seu slogan “Vamos cortar na nossa própria carne”? Nas três vezes em que ocupou o mesmo cargo, João Alberto engavetou todos os processos abertos na Comissão de Ética. No Brasil de hoje, “formação de quadrilha” deixou de ser acusação.
Mais escandaloso é o resgate do líder do PMDB, o alagoano Renan Calheiros. O conselho aprovou em 2007 sua cassação, rejeitada pelo plenário. Calheiros enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência do Senado e foi absolvido pelos pares.
Oito senadores indicados para a Comissão de Ética estão enrolados na Justiça. É um tapa na cara da nação
A denúncia mais ruidosa contra Calheiros foi a de usar o lobista de uma construtora para pagar uma pensão mensal a Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Ele alegou que alimentava a menina com a venda de bois nas suas fazendas. As notas fiscais estavam irregulares.
Mônica teve seus 15 minutos de fama, posou nua e hoje apresenta um programa de carros, Vrum, na televisão mineira.
Ela deixou imortalizada em seu livro uma descrição humana do amante. Segundo Mônica, Renan fingia que ia se separar. “No início do namoro, ele estava meio gordinho, mas fez dieta.” O casalzinho ia a festas, e Mônica era tratada “com deferência” no Senado. Para Renan, ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”. O então presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas ele entrou em pânico quando ela disse estar grávida.
Tudo o que Calheiros possa ter de “docinho”, seu colega de Senado Roberto Requião tem de truculento. Arrancou na segunda-feira um gravador das mãos de um repórter. Irritou-se com uma pergunta procedente: ele abriria mão da aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paraná? Requião só devolveu o gravador após apagar a entrevista. Sarney o defendeu: “Requião é um cavalheiro”. Na tribuna, o senador disse ser vítima do “bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável”.
Bullying é o que os senhores, senadores, resolveram praticar contra quem paga seus subsídios.
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